Santiago Compostela 2011 ( epílogo )

Domingo, 5.30 horas da madrugada.

Acordo com alguém a bater-me no ombro …!- Vamos a acordar, são 7.00 horas, viro-me e dou de caras com o Chico,  em pé e às escuras parecia-me um “Homeless”, como estava no beliche de cima a cara dele estava ao nível da minha…
Quando volta a dizer: são 7.00 horas,  quase caio abaixo do beliche com o impacto do bafo… uff…

Preferi levantar e não dizer nada, vim cá fora buscar a roupa que estava a secar e não via nada… abri melhor os olhos e reparei que ainda era escuro, percebi tudo, O Chico viu mal as horas, ou melhor não viu…

– Ó Chico vai-te f.. ***##”…r, então são 5.30 h.  e  já estás a acordar-nos?

– Ha!?… hum…  hó!!…  Engaaaaaaaneeeiiii-m…

Por um lado deu jeito, pois acordar os outros companheiros de noite  do Chico foi mais demorado que o costume, mas lá conseguimos reunir tudo, eram 7.30h quando  montamos as bikes ( alguns com mais dificuldade),  as p… das bicicletas teimavam em não andar….

Paramos mais acima no único tasco aberto àquela hora para tomar o pequeno almoço, e acalmar as cabeças mais ouradas… Muito leite e torradas, para acalmar a azia…

 

  

A partir daqui as coisas melhoraram e foi sempre a andar até Santiago, com mais ou menos dificuldade ( o que eles bufaram…) ultrapassámos  os obstáculos e chegamos por volta das 10.30h.

Reportando-me à questão central desta viagem e de  qualquer peregrinação, a Santiago,  de bicicleta: o que é um Caminho? Será pedalar enquanto se pensa ou pensar enquanto se pedala? Será introspecção profunda no meio da Natureza ou ausência total de pensamento enquanto se contempla o que nos rodeia?  Para mim,  um Caminho é tudo isso e mais – é o ter de seguir sempre em frente, porque há que chegar a algum lado; é o ter o objectivo de chegar ao fim e, em simultâneo, desejar não terminar o Caminho. Porque para lá da satisfação de chegar ao fim, do doce sabor do objectivo cumprido, está o regresso ao quotidiano e com ele de novo  a ansiedade do dia-a-dia e os anseios de escape. Os mesmos que tornam tão especial cada instante vivido no Caminho…

Adiante…

Foram 250 kms, percorridos em 16.14 h, a uma média de 15.50 km/h, um andamento aceitável atendendo ás dificuldades, ao ritmo de cada um, ao calor e ás avarias ocorridas.

Personalizando o comportamento individual, em poucas palavras…

Kimdiesel – A experiência é um posto, e uma ajuda fundamental para passar incólume esta aventura.

Posta – Ao nível do que nos habituou, humor corrosivo e boa disposição.

Renato – Continua a ser o nosso mecânico preferido, mas como diz o ditado ” em casa de ferreiro espeto de pau”

Vito – A irreverência dos mais novos, num gajo de meia idade… Tem acumulado experiência qb.

Chico – Uma boa surpresa, bom andamento, boa disposição e um bom amigo embora às vezes melga…

Gil – O homem de ferro, mais vale tarde que nunca é o seu lema, chega sempre onde é preciso.

António – Bom rapaz, ele é que sabe se é preciso arranjar ou não…

Mais uma viagem para recordar, e contagem decrescente para a próxima…

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